06 dezembro 2014

Cerveja em San Diego - Um roteiro de 3 dias


A bela fábrica da Ballast Point
A cidade de San Diego, na Califórnia, tem a maior concentração de cervejarias dos Estados Unidos. Em novembro de 2014 eram 97 cervejarias ou brewpubs registrados na área que compreende o county de San Diego, o que faz com que muitos considerem a região a capital da cerveja artesanal no país.
Vim para cá conhecer de perto a cena cervejeira da cidade. Foram 3 dias intensos, cheios de boas cervejas e boa gastronomia. Esse é o meu roteiro, que vai te ajudar a ir direto ao ponto no que há de melhor por aqui.
Tasting na Coronado

Dia 1
Após o café da manhã, rume para Ballast Point (9045 Carroll way). O Tasting Room abre às 11hs, e de lá da pra ver a bela nova fábrica da cervejaria – aberta a cerca de 7 meses- e provar diversas versões on tap. A deliciosa IPA Sculpin, considerada uma das melhores dos EUA, aparece por lá em versões com grapefruit e pimenta habanero, além da clássica. Na saída, deixe alguns dólares na loja de souveniers, que vende coisas incríveis. Rume para o High Dive (1801 Morena Blvd) e lá prove um gostoso hambúrguer e se divirta com as 20 torneiras de chope alem do descolado ambiente. Fica ao lado da Coronado (1205 Knoxville st), sua próxima parada. O tasting room dá vista para fábrica, e enquanto você bebe alguns copos, fica apreciando o dia-a-dia da cervejaria. Vale provar a Islander IPA e algumas das versões envelhecidas em barris ali mesmo. Outra loja de souvenirs vai lhe tomar alguns dolares! Ainda resta fôlego? Rume para o Stone Brewing World Bistro & Gardens (2816 Historic Decatur Rd #116‎), um belo restaurante e microcervejaria da Stone. Lá, alem de comer muitíssimo bem (fui de costelinhas de porco picantes, ceviche, tabua de queijos e moules) você vai provar cervejas exclusivas preparadas ali. Uma das que vai me agradou foi a Smoked IPA. Hora de descansar para o dia seguinte. 
Green Flash e alguns de seus barris

Dia 2
Aproveite a manhã para caminhar na bela praia de La Jolla e queimar a cerveja consumida no dia anterior. De lá rume para Downtown, para iniciar as compras e a rota cervejeira/gastronômica. A primeira parada é na Krisp (1036 7th Ave), liquor store que vende muitas artesanais locais, além de abrigar um home brew shop cheio de bons ingredientes e equipamentos. Isso sem falar nos destilados e itens para coquetelaria. Ali ao lado está o brewpub Beer Co. (602 Broadway). Algumas boas produções locais vão te acalmar antes de chegar ao Crab Hut (1007 5th Ave #101), onde você vai almoçar ótimos caranguejos, lagostas e frutos do mar de uma maneira bem despojada (eles vem em sacos plásticos servidos sobre a mesa e come-se com as mãos), porém muito saborosa. Claro, boas cervejas fazem parte do menu. Hora de partir em direção ao tasting room da Societe Brewing Company (8262 Clairemont Mesa Blvd). A cervejaria fica escondida em meio a galpões industriais, e vale muito a visita. A IPA The Pupil (7,5%, corpo leve, notas frutadas lembrando manga e bom amargor) foi uma das que mais me agradou na viagem. Da sala de degustação também se tem vista para cervejaria. Segue o jogo! Agora é hora de rumar para AleSmith (9366 Cabot dr), e degustar boas cervejas com alma européia e influência americana. No tasting room se tem vista para a fábrica, e a degustação pode ser feira em pequenos copos (tasters) de 2 dólares em média. Curti bastante a Wee Heavy e a SpeedWay Stout. Aproveite alguns copos ali antes de seguir para Green Flash (6550 Mira Mesa Blvd), que abre seu tasting room às 15h, e normalmente tem um Food Truck atendendo os apreciadores de suas boas cervejas. Vale ver a agenda no site da cervejaria. Uma gama incrível de IPAs é a pedida por ali. Desde a já clássica West Coast IPA (que hoje representa 50% das vendas da cervejaria, segundo informação que recebi em minha visita) até novidades como Mosaic Session (4,5%, 65 IBU, apenas lúpulo Mosaic) e a Soul Style (6,5%, 75 IBU, lúpulos Simcoe, Citra e Cascade), minhas prediletas no dia da visita. Uma bela loja de souvenirs é parada obrigatória! Por aqui termina o segundo dia. 
Tasting Room e fábrica da Lost Abbey/Port Brewing

Dia 3
Hoje é dia de alçar vôos mais longos, indo até as cervejarias um pouco mais distantes. Que tal começar o dia conhecendo a Marina de San Diego e a Mission Bay? Depois disso, logo às 12h abre o tasting room da Acoustic Ales (1795 Hancock St). Por 10 dólares você escolhe quatro dentre as produções locais. Hora de pegar a estrada e seguir para San Marcos, onde estão duas das visitas. A primeira delas é a Lost Abbey/Port Brewing (155 Mata Way #104, San Marcos), onde você pode provar as criações de alma belga da Lost Abbey ou as com veia americana da Port Brewing. Eu curti muito a Mango IPA! Depois siga para Rip Current Brewing (1325 Grand Ave #100, San Marcos) e aproveite mais alguns goles. A próxima parada é na cidade de Escondido, para conhecer a fábrica da Stone (1999 Citracado Pkwy, Escondido) e seu belo restaurante/tasting romm. Sobre essa visita, eu conto mais detalhes aqui. Na volta, termine o dia no Pizza Port de de Ocean Beach (1956, Bacon St, San Diego), provando boas cervejas preparadas ali mesmo e uma tradicional pizza pan americana. Hora de rumar pra casa, cheio de boas cervejas na memória e talvez na bagagem!
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Se você ainda não tem planos para essa viagem (duvido que já não está fazendo as contas para adequar o orçamento para essa bela rota cervejeira), pode ir aproveitando algumas dessas cervejas que são importadas para o Brasil. Ballast Point e Coronado são trazidas pela Bier Wein, enquanto Green Flash chega via Buena Beer
Mais imagens:
Tasting Acoustic Ales




Fábrica Ballast Point


Tasting Room Ballast Point




Fachada Beer Co.


Fábrica Coronado




The Crab Hut


Tasting na Green Flash


Tasting Room Green Flash


High Dive




Truck da Rip Current


Societe - Tasting Room e fábrica


Bar Stone


Costelinhas de Porco na Stone

30 novembro 2014

Stone Enjoy By 12.26.14 IPA


O lúpulo perde com o tempo. Bastante sensível, esse ingrediente ícone da cerveja tem suas características sensoriais diminuídas com o envelhecimento, perdendo em aroma e até em amargor. Sabendo disso, a cervejaria californiana Stone lançou a Enjoy By IPA, uma potente IPA que deve ser consumida em no máximo 35 dias, a fim de manter o lúpulo no auge de sua performance.
A data limite vem estampada no rótulo. Degustei a que teria vencimento em 26 de dezembro deste ano com apenas 8 dias de sua produção. Que cerveja incrível! Uma Double IPA com 9,4% de força alcoólica, base maltada com caramelo e dulçor presentes, perfeita para enfrentar a potência do lúpulo empregada nessa bela cerveja. Cítrico, resinoso, floral – tudo muito limo e fresco – são bem evidentes no aroma. O amargor é potente e muito bem inserido. Que cerveja!

19 novembro 2014

Harmonizações Perfeitas: Spaghettino com lagosta e St Feuillien Grand Cru


Pode parecer uma receita complicada, mas é fácil de fazer e rende uma bela harmonização. A lagosta tem sabor delicado, levemente doce e com notas de maresia. É uma carne bastante saborosa. Escolhi a St Feuillien Grand Cru que apresenta notas também adocicadas – harmonizam bem com a carne-, condimentadas, as quais combinam bem com o molho de tomates e manjericão, e força alcoólica mais intensa (9,5%), que fazem frente à explosão de sabores do prato, mas não sobrepõe sua delicadeza. Uma harmonização fantástica, cheia de sabor!
Ingredientes
250g de Spaghettino
4 tomates italianos sem pele e semente, cortados em cubos
100g de cebola finamente picada
2 dentes de alho finamente picados
100ml de vinho branco seco
4 caudas de lagosta
50g de manteiga
100ml de azeite de oliva extra
1/4 pimenta dedo-de-moca sem semente picada finamente
Sal e pimenta-do-reino moída na hora
Folhas de manjericão
Preparo
Cozinhe as caudas de lagosta em água fervente com um pouco de sal por 7 minutos. Separe a carne de duas delas e corte em cubos médios. As outras duas reserve para decoração do prato. Em uma frigideira funda, refogue a cebola e o alho na manteiga e azeite. Acrescente os cubos de lagosta, o tomate em cubos, dedo-de-moca e o manjericão, finalizando com o vinho.  Deixe reduzir e acerte sal e pimenta. Aqueça as lagostas para decoração em uma frigideira com um fio de azeite. Acerte sal e pimenta. Misture a massa cozida al dente ao molho e decore com as lagostas. Bom apetite!
Rende 2 pratos

29 setembro 2014

Westmalle Extra


Muitas dos monastério trapistas produtores de cervejas tem rótulos de menor intensidade alcoólica destinado ao consumo dos próprios monges e também dos trabalhadores do local. É o caso de Westmalle, que produz a Extra apenas duas vezes ao ano para atender a essa demanda. Consegui uma garrafa desta rara Blond Ale com 4,8% de álcool. Seu aroma de cara já mostra a famosa levedura do monastério, com notas cítricas, condimentadas e frutadas, estas lembrando maçã a uva branca. No paladar ela mostra corpo baixo, notas maltadas que trazem um doce inicial, frutado, condimentado e agradável amargor do lúpulo. O final é seco. Boa cerveja, diferente de todas as outras trapistas.  

23 setembro 2014

Electra Vienna Lager


A idéia de fazer uma cerveja para o Aconchego Carioca vinha desde a inauguração da operação de São Paulo. Afinal, além da ótima cozinha, a história do Aconchego está recheada de boas cervejas. Nada mais justo do que ter o próprio rótulo, ainda mais após minha entrada na sociedade, o que trazia um pouco mais de cerveja para essa história. De cara conversamos com nosso amigo Alexandre Bazzo, da premiada cervejaria Bamberg. Ele topou! Escolhemos o estilo, Vienna Lager, com a intenção de resgatar a receita em sua origem. O nome Electra surgiu na mesa do bar, após algumas cervejas, petiscos e muita risada, como pede um bom clima de boteco. Além de ser uma homenagem ao clássico avião que percorreu por anos a ponte área Rio-SP, ele de alguma forma remetia ao caminho que o Aconchego traçou. A arte do rótulo, criada por André Clemente, grande artista e nosso sócio, deu um charme ainda maior para a cerveja.
Neste mês ela ficou pronta. Ficou uma delícia! No aroma, notas florais de lúpulo aparecem sutis, escoltadas por malte que lembra toffee, biscoito, castanha e frutas secas. Na boca as notas do aroma se repetem, com final seco seguido de um agradável amargor. É perfeita para acompanhar os bolinhos de feijoada e virado à paulista da Katita. Cabe lembrar, que como em um bom botequim, ela é servida em copo americano. Saúde!

17 setembro 2014

Abadia Notre Dame Saint-Remy: Conheça por dentro as instalações do monastério que produz a trapista Rochefort.



Em três oportunidades eu já havia chegado à frente da Abadia Notre Dame Saint-Remy, onde são produzidas as cervejas trapistas Rochefort. Aqui e aqui eu relato duas dessas visitas. Já havia visitado a igreja e as instalações que são abertas ao público. Porém, nunca tinha conseguido conhecer a cervejaria, já que o monastério é um dos mais reclusos dentre os trapistas. Nesta minha última viagem à Bélgica, junto com os importadores da Rochefort para o Brasil (Buena Beer), finalmente consegui conhecer a cervejaria. E que cervejaria! Com uma bela cozinha em cobre, as instalações funcionam desde os anos 1950, após a 2a Guerra Mundial, e é uma das mais belas que já vi. Conhecemos também as passagens subterrâneas que levam à moderna envasadora. Ao final, brindamos com muitas Rochefort nos jardins da Abadia Notre Dame Saint-Remy. Que dia, para jamais esquecer! Seguem as fotos para matar a curiosidade. 
A bela sala de brassagem

Painel de controle dos anos 50

Algumas garrafas antigas

Os túneis subterrâneos

Sala de envase -equipamento de ponta


área de reclusão dos monges



Uma cervejinha nos jardins do monastério


15 setembro 2014

Zundert - A décima cerveja trapista no mundo


No dia 10 de dezembro de 2013 a Associação Internacional Trapista – que certifica produtos que podem receber o selo trapista- anunciou a mais nova cerveja em sua gama de produtos. Trata-se da holandesa Zundert, produzida da cervejaria De Kievt, que fica dentro do monastério trapista Maria Toevlucht. Ela passa a ser a décima marca de cervejas trapistas no mundo, lançada quase que concomitantemente com a americana Spencer.
Por enquanto apenas uma receita é produzida, uma Tripel com 8% de teor alcoólico. Comprei uma garrafa da cerveja em minha última viagem a Bélgica e a degustei por lá mesmo. A cerveja tem coloração dourada tendendo para o âmbar. No aroma, notas de banana, especiarias e malte. No paladar, notas maltadas e frutadas se destacam, com sutil presença de especiarias e agradável amargor ao final. O álcool, bem inserido, não se destaca. É uma boa cerveja.
Uma curiosidade: durante uma visita à cervejaria Van Steenberge, no norte da Bélgica e próxima à fronteira com a Holanda, onde está o monastério Maria Toevlucht, vimos muitas caixas de Achel e Zundert aguardando o frete no estoque. Descobrimos que as cervejas são engarrafadas por lá, o que é permitido pelo selo trapista, já que apenas a produção deve acontecer dentro de um monastério.

26 agosto 2014

Harmonizações Perfeitas: Risoto de DeuS e Filé ao Morilles com Achel Extra

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Antes que alguém pense que ganhei na Mega Sena pra usar DeuS em um risoto, eu explico: minha filha nasceu recentemente e comprei algumas garrafas para brindar com os amigos da maternidade. Uma delas ficou pela metade, e para não perder a preciosa cerveja, guardei para um risoto. Preparei também um Filé ao molho de Cogumelos Morilles. Para harmonizar escolhi a cerveja belga Achel Extra, uma de minhas trapistas prediletas. Ela tem notas de frutas secas, toffee e algo terroso, que combinam muito bem com os cogumelos e a carne. Tem força proporcional ao conjunto, apesar de sobrepor o sabor do risoto de forma isolada. Porém, seu residual adocicado e licoroso ajuda a harmonização. Seguem as receitas! Bom apetite!

Risoto de cerveja DeuS
Ingredientes
380g de Arroz Arboreo
40g de Cebola finamente picada
25g de Manteiga sem sal
100g de Queijo Parmesão em lascas
60ml de Azeite de Oliva Extra Virgem
200 ml de cerveja DeuS
Sal a gosto
1 ½ litro de caldo de legumes*

Preparo
Doure a cebola no azeite. Junte o arroz, refogue brevemente e adicione a DeuS. Aos poucos vá adicionando o caldo (ele deve ficar conservado quente em outra panela), e mexa o arroz. Adicione o sal. A medida que for secando adicione mais caldo. Quando estiver “al dente” desligue o fogo e adicione a manteiga e o parmesão. Misture com cuidado. Verifique o sal e corrija se necessário.
*Caldo de Legumes
Ingredientes
3 litros de água mineral
80g de cenoura em pedaços
80g de salsão em pedaços
80g de cebola em pedaços
80g de alho porró em pedaços
1 Sachet d’epice**
Preparo
Leve todos os ingredientes ao fogo e deixe reduzir pela metade. Durante o preparo vá escumando a espuma que se formar por cima. Coe e reserve quente.
** Sachet d’epice
Ingredientes
12 grãos de pimenta do reino
6 grãos de pimenta da jamaica
1 dente de alho meio amassado
3 talos de salsinha
1 ramo de tomilho
Gase
Preparo
Envolva com a gase todos os ingredientes formando uma “trouxinha”.

Filé ao molho de Cogumelos Morilles
Ingredientes
4 medalhões de filé mignon
100g de cogumelos Morilles secos
100ml de caldo de carne
50g de manteiga em cubos (gelada)
Folhas de tomilho
Sal
Pimenta-do-reino
Azeite de oliva
 Preparo
Em uma vasilha, hidrate os cogumelos em 100ml de água quente. Separe os cogumelos, coe o caldo e reserve ambos. Sele os filés por todos os lados usando o azeite em uma frigideira funda. Tempere com sal e pimenta-do-reino. Leve ao forno pré-aquecido a 180oC e deixe por 12 minutos. Na frigideira ainda com a crosta da selada, acrescente o caldo de carne e o caldo resultante da hidratação dos cogumelos e deixe reduzir a 1/3. Acrescente o tomilho e a manteiga, e mexa até obter um caldo espesso. Ponha os cogumelos novamente e acerte sal e pimenta. Sirva por cima dos filés.

22 agosto 2014

Queijo Chimay à La Bière


O monastério trapista Notre-Dame de Scourmont, conhecido no mundo cervejeiro pelas Chimay, também é o mais conhecido produtor de queijos dentre os trapistas. A produção começou em 1876, e hoje seis queijos diferentes são produzidos.
Hoje vou falar do Chimay à La Bière, queijo que tem a casca lavada com a cerveja Chimay Rouge. Ele lembra bastante um Reblochon, com aroma bastante intenso (a geladeira fica impregnada dele!), notas adocicadas, amendoadas e frutadas. Tem a casca com leve mofo (onde se concentram as notas mais rústicas e aroma intenso) e o interior cremoso e mais suave. O sabor é longo, e se degustado junto com a casca, com o sutil amargor final. Belo queijo!

14 agosto 2014

Achel Extra


A versão de 750ml da trapista Achel recebe o nome de “Extra”. Segue a receita de uma Belgian Strong Dark Ale, com 9,5% de força alcoólica. É uma de minhas prediletas entre as trapistas. No copo, a cerveja é marrom escura, com boa formação de espuma – que é persistente- e leve turbidez. No aroma apresenta notas de chocolate, toffee, frutas secas, ameixa e tostado. Na boca essas notas se repetem, somadas a caramelo e um toque licoroso. Bela cerveja!

11 agosto 2014

Fuller's Imperial Stout


A Fuller’s Imperial Stout é uma edição limitada feita pela cervejaria inglesa, criada em edição única. Segue a receita clássica que se tornou a favorita da corte russa com a adição de lúpulo Centennial e de pétalas de rosas. É refermentada na garrafa.
Degustei uma das poucas garrafas que vieram ao Brasil. Ela é densa, com notas de chocolate intensas, tostado, frutas vermelhas e adocicadas. Ao final, agradável amargor. Tem 10,7% de álcool. Bela cerveja! Corra para garantir a sua antes que acabe. 

01 agosto 2014

Harmonizações Perfeitas: Bacalhau à Gomes de Sá com Lips of Faith Yuzu


Quem executou essa clássica receita foi meu pai. E bem nesse dia tive a sorte de levar comigo uma Lips of Faith Yuzu, cerveja da New Belgium que faz parte da série Lips of Faith, que produz cervejas ácidas em variadas receitas. Veja outras degustações delas aqui, aqui e aqui.
A receita da Yuzu é uma interpretação do estilo Berliner Weisse, a qual a cervejaria chama de Imperial Berliner Weisse. Alem disso, tem a adição de Yuzu, fruta cítrica oriental que lembra um limão, mas é da família das grapefruit. Tem 8% de álcool, notas maltadas com sutil adocicado, acidez lática presente mas não dominante e notas cítricas e frutadas. É bastante refrescante.
Eu gostei da cerveja. Mas, quando combinada com o prato, ela se destacou muito! Suas notas cítricas e láticas fizeram ótima combinação com o bacalhau, e seu leve dulçor harmonizou muito bem com a batata e cebola. Seus 8% de álcool ajudaram a cortar a sensação de gordura do prato. Bela harmonização!
Bacalhau à Gomes de Sá
Ingredientes
500g de bacalhau já cozido e desfiado.
4 batatas médias cozidas e cortadas em rodelas
2 cebolas cortadas em finas rodelas
3 ovos cozidos e cortados em rodelas
100g de azeitonas pretas portuguesas
Salsinha picada quanto baste
Bastante azeite português extra virgem

Preparo
Doure as batatas em azeite. Reserve. Refogue a cebola em azeite até amolecer. Acrescente o bacalhau, as batatas e azeitonas. Acerte o sal. Adicione a salsinha e os ovos cozidos e regue com bastante azeite. Bom apetite!