28 julho 2014

Stone Brewing Co.


A cervejaria Stone é uma de minhas prediletas nos Estados Unidos. Foi fundada em 1996 por Steve Wagner e Greg Koch – que hoje é considerado um dos ícones da cervejas no mundo. São conhecidos por cervejas irreverentes como Arrogant Bastard e também pelo frescor do lúpulo percebido em suas India Pale Ale. 
Stone on tap - Paraíso!
Em fevereiro deste ano aproveitei uma viagem a Califórnia para conhecer a fábrica da cervejaria, na cidade de Escondido. As visitas podem ser agendadas antecipadamente pelo site, e duram cerca de 30 minutos. Vale se programar para almoçar ou jantar no restaurante anexo à cervejaria, que oferece saborosos pratos e todas as cervejas “on tap”. Eu me programei para chegar um pouco antes do horário agendado, para já iniciar minha degustação no bar!
A cervejaria é moderna e fica instalada em um bonito prédio. E se o dia estiver bonito, sente na área externa do restaurante. Tenho certeza que você passará horas por lá!
Restaurante

Ótima Sheperd Pie

A produção


23 julho 2014

Spencer - A Trapista Americana

No ano passado os americanos anunciaram a produção da primeira cerveja trapista fora da Europa. Produzida dentro da Abadia de São José, em Massachusets, a cerveja segue a receita de uma belgian pale ale, com 6,5% de álcool. Sua produção ainda é bastante restrita, e por enquanto é vendida apenas dentro do estado.
Ganhei uma garrafa de um amigo que viajou para os EUA. A cerveja é boa, mas está longe de ter o brilho das trapistas tradicionais. Tem sutis notas frutadas que lembram banana e maça, algo condimentado, malte lembrando caramelo e lúpulo presente, mas suave. Interessante, mas eu fico com a tradição! :-)

21 julho 2014

Firestone Walker Brewing Co.


Bela sala de brassagem
A cervejaria Firestone Walker é hoje reconhecida como uma das melhores dos Estados Unidos. Instalada na Califórnia, em meio a uma região vinícola, a Firestone se destaca na produção de ales lupuladas (suas IPAs são impecáveis) e também em cervejas envelhecidas em barris de madeira. Foi fundada em 1996 por Adam Firestone e David Walker, mas hoje tem no comando das receitas o conceituado mestre cervejeiro Matt Brynildson, responsável pelos inúmeros prêmios que a cervejaria conquista ano a ano.
Fui a Califórnia conhecer a cervejaria instalada na cidade de Paso Robles, na metade do caminho entre San Francisco e Los Angeles. Tours pela fábrica podem ser agendados com antecedência. A visita dura cerca de 40 minutos, e percorre as etapas de produção terminando com uma pequena degustação na loja da cervejaria.
Após a visita atravessei a rua e fui almoçar no excelente restaurante comandado pela cervejaria. Escolhi um belo hambúrguer e me dei bem! Outros pratos que vi passando tinham um belo visual. Isso, sem falar nas cervejas, muitas delas “on tap”.
Além da fábrica de Paso Robles, existe na cidade de Buellton (mais ao sul) a sala de barris da cervejaria, onde as cervejas envelhecem, e também um restaurante. Porém, essa visita ficará para a próxima viagem!  
Alguns barris para maturação

Degustação após tour

Restaurante

Fermentadores

14 julho 2014

Cerveja na Revista 29 Horas

Estou em uma matéria sobre bebidas na Revista 29 Horas deste mês, falando sobre cervejas, é claro! A revista é distribuída exclusivamente no aeroporto de Congonhas. Se você passar por lá, pega uma, é grátis. Se não, clica na imagem acima para ampliar e ler o texto. :)

26 junho 2014

Lips of Faith Series - Colaborativa com Cigar City

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Mais uma boa cerveja da série Lips of Faith, da cervejaria americana New Belgium. Desta vez a produção foi em conjunto com a cervejaria Cigar City, de Tampa, na Florida. O destaque da receita são as pimentas Anaheim e Marash, que aparecem bem evidentes no aroma e paladar, com picância bem sutil, alem da maturação em cedro espanhol. Notas de malte que lembram caramelo e aroma de lúpulo também são facilmente perceptíveis, com nuances de madeira. Os 8,5% de álcool estão bem inseridos, corpo médio e sabor longo. Cerveja bem interessante!
Veja as outras duas edições da Lips of Faith que eu já publiquei aqui e aqui.

23 junho 2014

Degustacão de IPAs Mexicanas


Como comentei em um post de fevereiro de 2013, a cena cervejeira no México cresce mês a mês. O número de novos rótulos é cada vez maior, e a qualidade também aumenta. Desta vez participei de uma degustação de IPAs artesanais mexicanas, trazidas por um amigo que mora da Cidade do México.
Astillero Agua Mala - Bela cerveja!
Degustamos seis rótulos: Mano Pachona, da cervejaria Albur – lúpulo discreto no aroma e mais evidente no amargor, com boa base de maltes (7%), Söhnfeld IPA, da cervejaria Schoenfeld, com aroma de lúpulo perceptível, amargor médio e notas de caramelo (6,4%), Dos Pablos IPA, da Ensenada Brewing Co., que tinha alguns defeitos que prejudicaram a degustação, Dia de Los Muertos “Hop or Die” IPA, da cervejaria Mexicana, 6,8% de álcool, lúpulo presente no aroma e paladar e os dois destaques da degustação – Astillero, da cervejaria Água Mala, com 8,5% de álcool, amargor pronunciado, belo aroma de lúpulo americanos e La Brü Imperial IPA, produzida pela cervejaria homônima, com lúpulo bem inserido e agradável amargor.
Fica a dica para os leitores que planejam visitar o México!
La Brü IIPA

18 junho 2014

Stygian Descent - Stone Sublimely Self-righteous Black IPA


A série Quingenti Millilitre, da cervejaria californiana Stone, representa receitas raras produzidas pela cervejaria e engarrafadas em quantidade limitadíssima. Além disso, são vendidas apenas na loja da cervejaria, o que as torna ainda mais raras. Em fevereiro visitei a cervejaria e adquiri a Stygian Descent – Stone Sublimely Self-righteous Black IPA- primeiro lançamento da série em 2014, e que matura em barris de Rye Whiskey.
Engarrafada em janeiro de 2014, ela tem 11,6% de teor alcoólico e 77 IBU. Usa lúpulos Chinook na fervura e Amarillo e Simcoe para aroma. Tem aroma bastante floral, de malte tostado, baunilha e uísque. No paladar ela é licorosa, com notas de chocolate, coco, frutas vermelhas, caramelo, baunilha e uísque. Belíssima cerveja!

05 junho 2014

Baden Baden 15 anos - A primeira cerveja com lúpulo brasileiro

Um marco na história cervejeira brasileira! A cervejaria Baden Baden, da Brasil Kirin, lança neste momento na sua fábrica a Helles Bock com lúpulo produzido no Brasil. Cultivado na serra de Campos do Jordão, o lúpulo da foi desenvolvido pela companhia, na primeira cerveja brasileira lançada comercialmente com lúpulo plantado em território nacional. 

Degustei a cerveja em primeira mão. Tem 6,7% de álcool, com notas maltadas e o lúpulo discreto, mas perceptível e com agradável amargor final. É suave, com alto drinkability. 

28 maio 2014

Santa Mala dos Amigos: Blind Pig


 A cerveja californiana Blind Pig, produzida pela Russian River, é uma American IPA de respeito. Ao contrário de muitas IPAs americanas que usam o lúpulo em exagero, resultando em amargor demasiado e desequilibrado, essa receita usa o ingrediente com maestria. Tem 6,1% de teor alcoólico, muito bem inseridos. Seu aroma tem notas de malte que lembram caramelo e um incrível frescor de lúpulo, floral, cítrico e herbal. O sabor, menos intenso, traz caramelo do malte, cítrico e assertivo amargor do lúpulo. Final seco, com bom drinkability. Bela cerveja!

27 maio 2014

Curso de Sommelier de Cervejas no Instituto da Cerveja

Serei um dos professores do Curso de Sommelier de Cervejas do Instituto da Cerveja. O texto abaixo, fornecido pela assessoria de impresa do Instituto, traz mais informações. 



 


Curso será ministrado às terças e quintas, das 19h às 23h, com início no dia 3 de junho

O Instituto da Cerveja tem como missão disseminar conhecimento cervejeiro e contribuir para o reconhecimento da profissão de sommelier de cerveja por todo o país. Por isso, a instituição abre inscrições para outra turma do curso de sommelier de cerveja, que será ministrado a partir do dia 3 de junho, na sede do ICB.

Os professores serão a sommelier de cerveja e mestre-cervejeira Kathia Zanatta, o mestre-cervejeiro Alfredo Ferreira, o sommelier de cervejas Edu Passarelli, o mestre em estilos e também sommelier de cervejas Fernando Carvalho de Almeida e o campeão do primeiro campeonato de sommelier de cervejas do Brasil e mestre em estilos Alexander Moraes. A direção é de Estácio Rodrigues, formado na Associação Italiana de Sommeliers.

O conteúdo do curso, que tem vagas limitadas e custa R$ 2.600, é bastante amplo e engloba desde a história da cerveja e o processo de fabricação até as técnicas de harmonização e marketing de cervejas. Veja abaixo os temas explorados:


- História da Cerveja
- Técnicas de degustação
- Matérias-primas
- Processo de fabricação
- Famílias de cervejas
- Estilos cervejeiros
- Análise sensorial
- Off flavor
- Técnicas de harmonização
- Marketing de cervejas
- Visitação à fábrica

Serviço
Início a partir do dia 03/06, às terças e quintas, das 19h às 23h
          
Local: Instituto da Cerveja – Avenida dos Carinás, 417 – Moema – São Paulo

Inscrições: bruna.azevedo@institutodacerveja.com.br

Valor: R$ 2.600 (divididos em até 4 vezes: matrícula + 3)


Instituto da Cerveja
Fundado por Alfredo Ferreira, Estácio Rodrigues e Kathia Zanatta, o Instituto da Cerveja Brasil é a primeira instituição do Brasil com foco pioneiro na capacitação e especialização de sommeliers de cerveja. Para isso, além dos cursos profissionalizantes e de especialização, disponibilizam também cursos e palestras voltados aos entusiastas do mercado cervejeiro. O Instituto da Cerveja Brasil tem como missão disseminar cada vez mais a cultura cervejeira, sempre com excelência e seriedade.
 
Saiba mais em www.institutodacerveja.com.br

28 abril 2014

De Struise Brouwers e a "Escola"


Carlo Grootaert servindo suas crias
Para mim a pequena cervejaria belga Struise produz algumas das melhores cervejas do mundo. Sua história começa com Urbain Coutteau e Philippe Driessens - donos de uma fazenda de avestruzes, onde também funcionava uma hospedaria- produzindo cerveja de forma bastante artesanal para servir a seus hospedes. Em 2001 eles se unem ao até então produtor de vinhos Carlo Grootaert e passam a comercializar suas cervejas. O nome Struise – uma antiga palavra flamenga que significa avestruz- é escolhido para batizar a cervejaria. Eles produziam suas receitas na cervejaria Caulier. Em 2006 eles se mudam para uma sede própria em Oostvleteren, num prédio onde funcionava uma escola. Boa parte da estrutura da escola foi mantida, inclusive na sala de degustação, que mantém o quadro negro com lições cervejeiras pintadas a giz e as “carteiras estudantis”, onde os degustadores ficam acomodados.
Dentre as pérolas produzidas, Pannepot, Pannepot Grand Reserva e Black Damnation estão entre as minhas prediletas.


Visitei a “escola”, como os proprietários gostam de chamar a cervejaria, no final de 2013. A cidade fica a poucos kilometros da mítica Westvleteren, e por lá pode-se degustar mais de 20 tipos de cervejas, muitas delas tiradas na pressão. As visitas abertas ao público acontecem aos sábados, e os “alunos” lotam a sala de aula. Os preços da degustação são bem convidativos (cerva de 1 euro a amostra de 150ml), e o serviço é bastante informal. Você mesmo lava o copo, que é usado novamente para mudar de cerveja. Não existe comida à venda no local. Na saída, uma pequena loja vende raridades engarrafadas e alguns souvenirs. Foi uma tarde pra lá de especial! Obrigado, Carlo, pela bela recepção! 
Sala de aula cheia e alunos aplicados!
Eu e Carlo. Dei a ele uma de minhas últimas Biertruppe!

24 abril 2014

Sour Beers - Um pouco sobre elas


O SABOR AZEDO NÃO É DEFEITO, MAS SIM
DIFERENCIAL DA SOUR BEER, QUE SE FIRMA POR
AGRUPAR INÚMERAS REFERÊNCIAS DE PASSADO

Não foram poucos os que viraram o nariz quando publicações internacionais divulgaram entre suas tendências do mundo cervejeiro a Sour Beer. O sabor azedo não é bem-vindo na maioria das bebidas e alimentos, mas na cerveja, quando bem inserido, pode ser o diferencial. Apesar do termo “cerveja azeda” soar estranho a princípio, existem alguns sabores muito interessantes a ser descobertos nesses rótulos. Essa bebida traz consigo referências de paladar encontradas há séculos. Hoje em dia, os atuais produtores têm usado novas técnicas para aprimorar e arredondar o gosto do estilo clássico e eventualmente até desenvolver outras possibilidades.

Notas azedas em cerveja podem vir de diversas fontes. Claro, que uma produção contaminada e com defeitos pode apresentar esses sabores, mas aqui queremos falar das que intencionalmente apresentam essas características. Uma grande variedade de bactérias pode conferir tons azedos a uma cerveja. Frutas e especiarias também são agentes que trazem eventuais notas de azedo e acidez.

Nossas papilas gustativas registram as notas de azedo por meio da intensidade da acidez, associada ao sabor característico. Essas sensações podem variar entre notas de vinagre, ácido lático, de somente acidez, dentre outras, baseadas nos níveis de acidez, de sabor e de aroma.

As fontes primarias de acidez são geralmente relacionadas a bactérias Lactobacillus e Pediococcus, ambas produzindo ácido lático e as Acetobacter, que produzem o ácido acético (vinagre). Ambos os ácidos podem interagir com o álcool, produzindo os ésteres. Esses elementos todos, quando bem combinados, podem resultar em grande complexidade de sabor e aroma em uma cerveja.

O FERMENTO SELVAGEM
O fermento cervejeiro (Saccharomyces cerevisiae) foi isolado apenas depois de 1800, permitindo que os cervejeiros usassem apenas cepas de levedura puras. Naquela época foi descoberto o Brettanomyces, também conhecida no meio cervejeiro por Brett – que normalmente é relacionado a sabores e aromas não desejados, tanto em cervejas como em vinhos. Sua descrição de sensações não deixa dúvidas: cobertor de cavalo, suor animal e celeiro são algumas delas.

LAMBIC
Os fãs das Lambic reconhecem essas sensações de paladar como qualidade para o estilo, quando bem inseridas. E elas vêm justamente das Brettanomyces, uma vez que as cervejas passam por um peculiar processo de “fermentação espontânea”, em que não há adição ao mosto de levedura, para a fermentação. São as leveduras selvagens existentes no ar que fazem esse trabalho.
Durante este processo, no qual a cerveja estagia em tonéis de madeira por um longo período, é que a Brett age, conferindo à cerveja muito de suas características. O estilo Lambic, que só é produzido em uma região que compreende Bruxelas, é considerado o mais antigo da Bélgica.

Barris na cervejaria Cantillon - Bélgica
ENVELHECIMENTO EM MADEIRA
Por muitos séculos, as cervejarias usavam tonéis de madeira para fermentar, maturar e armazenar as cervejas. E a madeira não é facilmente sanitizada, abrigando uma série de micro-organismos em sua porosa superfície. Isso invariavelmente trazia notas desagradáveis à cerveja. Brettanomyces é um clássico encontrado nesses barris. Porém, muitos cervejeiros enxergam também
qualidades no uso de barris de madeira em suas produções. Quando bem controlada, a fermentação em barris de madeira pode proporcionar Brett de forma interessante. Os tipos de madeira também trazem sabores e aromas positivos. O carvalho, por exemplo, confere notas de baunilha ao líquido. Barris que antes haviam sido usados por outras bebidas, como vinho, conhaque e uísque, também podem contribuir, com seu sabor, para a cerveja.

DO PASSADO AO PRESENTE
Com o isolamento das leveduras viáveis e a invenção da pasteurização estava praticamente decretado o fim das cervejas azedas. Mas será que essa característica era tida apenas como indesejável?

Estilos, como Lambic, dependem e muito das notas azedas e acéticas para ser fiéis a sua origem. Apesar de não conhecer a microbiologia, os cervejeiros desenvolveram técnicas para amenizar as sensações desagradáveis em suas cervejas. Eventualmente, usavam essas sensações a seu favor, inserindo notas de sabor que são reconhecidas e desejadas até hoje, mesmo sem o uso de bactérias.

O escritor americano especializado em cervejas Randy Mosher conta que o estilo inglês Porter antigamente era um blend de duas produções. Uma Ale fresca e jovem era misturada a uma pequena parte de cerveja já envelhecida, que invariavelmente apresentava notas azedas. Ainda hoje existe uma cervejaria na
Inglaterra que faz uso desse tipo de blend. Apesar de não ser do estilo Porter, a Strong Suffolk Vintage Ale usa a mesma técnica.
 
Rodenbach Caractère Rouge - um dos rótulos da cervejaria
A região de Flandres do Oeste, na Bélgica, também tem seu estilo “azedo” conhecido mundialmente. A cervejaria Rodenbach produz Sour Ales reconhecidas e premiadas mundialmente até os dias de hoje. Segundo Peter Bouckaert, mestre cervejeiro da americana New Belgium, e que antes trabalhou na Rodenbach, Eugene Rodenbach, fundador da cervejaria, trouxe da Inglaterra a técnica de produção das Porters para criar seu rótulo.

Nos Flandres do Leste, as Sour Beer são conhecidas como Oud Bruin. Baseadas em uma Brown Ale, elas têm notas de ácido lático e acidez, aliadas a frutas secas, caramelo e toffee. A mais conhecida delas é a Liefmans.

Novamente Randy Mosher cita outro estilo que provavelmente teve um passado “Sour”. As Witbier – cervejas de trigo belgas – que praticamente foram extintas no início do século XX, voltaram ao auge graças ao cervejeiro Pierre Celis. Ele foi o criador da Hoegaarden, hoje a mais vendida Wit do mundo. Mosher diz que, apesar de Celis ter muito cuidado com seus segredos cervejeiros, suspeita-se que a técnica resgatada por ele envolvesse uma pequena adição de cerveja com fermentação lática na composição final de uma Witbier. Verdade ou não, podem vir daí as notas cítricas, condimentadas e de acidez da cerveja.

Berliner Weisse com xarope
A Alemanha também possui suas cervejas azedas. Em Berlim existe um estilo feito com trigo e fermentação lática, conhecido como Berliner Weisse. A cerveja chegou a ser considerada por Napoleão Bonaparte como “o champanhe do Norte”. Hoje em dia são servidas, além de puras, com xaropes de frutas que amenizam sua acidez. Na pequena cidade de Goslar foi criado o Estilo Gose, que também tem notas láticas e um ingrediente peculiar: sal de cozinha. Apesar de originário de Goslar, o estilo se tornou famoso em Leipzig. E ganha adeptos por aí, assim como as Sour Beer.

Matéria de minha autoria, publicada originalmente na revista Mesa Tendências edição 4. Fotos de arquivo pessoal.