30 Abril 2009

Harmonizações Perfeitas: Costelinha Suína na Brasa com Bamberg Rauchbier

Durante a visita do Mestre Cervejeiro e Beer Sommelier alemão Stefan Grauvogl conversamos muito sobre harmonizações de cerveja com gastronomia. A idéia desta simples receita partiu dele, e o resultado trouxe uma explosão de sabores na boca.

O elemento básico desta harmonização é o defumado, tanto na Rauchbier da Bamberg como a que a brasa acrescenta a carne. Além disso, os maltes caramelizados combinam com os caramelos resultantes da cocção da costela, e os sabores marcantes de preto e cerveja não se sobrepõe. É simples e muito prazeroso!


Costelina Suína na Brasa

Ingredientes
1 costelinha suína
300ml de vinho branco seco
2 folhas de louro
3 dentes de alho
Tomilho
Alecrim
Sal
Pimenta-do-reino

Preparo
Lave a costela e tempere com sal, pimenta, alho e ervas. Coloque em uma vasilha e acrescente o vinho. Cubra com plástico filme e deixe marinar, em geladeira, por 6 horas. Acenda a churrasqueira e deixe o carvão ficar em brasa. Enrole a costela em papel alumínio de asse por 2 horas. Tire do alumínio e deixe dourar, em ambos os lados. Bom apetite!


27 Abril 2009

Diário de Bordo : Wee Heavy

A cervejaria escocesa Belhaven hoje é propriedade da inglesa Greene King. Documentos relatam que em 1719 a cervejaria já funcionava, mas há indícios que já em meados no século XVI ela já existisse.

Durante minha visita a Montevidéu, degustei uma de suas produções, a Wee Heavy, uma Scottish Ale tradicional, onde o malte é o grande destaque da cerveja. Sua presença é notada não só no aroma, que traz caramelo e toffee intensos, mas também no paladar, que mostra uma cerveja encorpada, com notas doces, carameladas e tostadas. Foi uma das boas surpresas da viagem.


Wee Heavy
6,5% ABV

Aparência: Vermelho escuro, turva, boa formação e duração de espuma.
Aroma: Malte, com notas de caramelo e toffee. Leve frutado.
Paladar: Malte, doce, toffee, caramelo, pão, manteiga.
Boa cerveja.

24 Abril 2009

I am a Craft Brewer




Para ver o video com a legenda em português, em tradução de Marco Falcone, entre no Youtube (acima) e ative a legenda na direita da tela.

Durante esta semana, no Craft Brewers Conference, que aconteceu em Boston, foi apresentado o vídeo “I`m a Craft Brewer”, ou em português, “Eu sou um cervejeiro Artesanal”. Nele, cervejeiros artesanais de todo os Estados Unidos transmitem mensagens sobre a cerveja artesanal. O vídeo é simplesmente magnífico, e consegue, em 4 minutos, passar toda a essência do movimento cervejeiro artesanal.

Para assistir em HD, sem legendas, entre neste link: http://www.vimeo.com/4298464

21 Abril 2009

1ª Degustação Histórica - Parte 2


Sabe um e-mail que andou circulando há algum tempo, onde figuravam as cervejas mais caras do mundo? Uma das três era a La Vieille Bon Secours, produção belga, que dizem só poder ser encontrada no Bierdrome, pub londrino. Consta que a garrafa de 18 litros desta cerveja é que conquistou este título, mas de qualquer forma, tínhamos ali uma bela magnum (1,5 lts) para a degustação. A Vieille Bon Secours Blond é uma cerveja alaranjada, com certa turbidez, boa formação e duração de espuma. Seu aroma é picante, adocicado, com notas frutadas e de mel, e lembra quem a sua potência alcoólica (8%). Na boca as sensações se repetem, trazendo algumas notas ácidas e suavemente salgadas.


Eu nunca havia visto uma La Trappe safrada. Até tenho algumas em minha adega, mas nenhuma com a data de produção impressa no rótulo. A cerveja seguinte de nossa degustação era uma La Trappe Quadrupel 2005, trazida diretamente de Konigshoeven, em uma das visitas do Cassio ao monastério. Tínhamos em mãos a garrafa nº 10440. Escura, com uma bela espuma, a cerveja lembrou notas de panetone e frutas secas. Anis, condimentos e a doçura do malte também eram notadas, muito bem inseridas dentro de seus 10% de álcool.


Já intima deste blog (rsrsrsrs), a Cuvée Van de Keizer safra 2000, chegou a nossos copos. Uma cerveja sensacional!


Jacobsen Vintage nº1. Confesso que já havia perdido as esperanças em degustar esta preciosidade. Lembrando um vinho do Porto, com boa presença de madeira, malte, toffee, frutas secas, baunilha, cerejas, etc, esta complexa e maravilhosa cerveja já não está mais à venda no mercado. O exemplar de nossa degustação foi entregue das mãos de Jens Eiken, na época mestre cervejeiro da Carlsberg, a Cilene Saorin. E de lá para nossa mesa!

Continua....

Para ver mais algumas fotos, entre no Flickr.

14 Abril 2009

1ª Degustação Histórica - Parte 1

Cervejas raras, difíceis de encontrar no mercado, muitas delas trazidas de viagens ou guardadas por um longo período, todas juntas em uma só degustação. A idéia partiu do Cassio Piccolo, sócio do Frangó, após a gravação do Bytes & Beer, onde foi degustada a cerveja dinamarquesa Egtved Pigens. Comentando com Marcelo Carneiro (Colorado) sobre a bela cerveja que haviam acabado de degustar, ficou sabendo que eu tinha mais um exemplar em casa, e que o próprio Marcelo conseguiria mais um. Logo se lembrou de algumas de suas preciosidades adegadas no Frangó e pensou em juntar um time de amigos, onde cada um levaria alguma “pérola” cervejeira, e assim teríamos uma “degustação histórica”!

Oito de abril de 2009 foi a data escolhida para a 1ª Degustação Histórica. Estavam reunidos, no Bar Frangó, Eu, Cassio Piccolo, Marcelo Carneiro, Juliano Mendes, André Clemente, Fabiano Belucci, Rodrigo Ferraz, Rodrigo Martins, Cilene Saorin, Sergio Camargo e Manoel Beato. A lista de cervejas, sobre a qual lancei uma brincadeira no post anterior, trazia rótulos raros, realmente bastante especiais. Vou relatar as impressões sobre todos eles, deixando algumas fotos extras neste Flickr.


Seguindo a tradição de “primeiro os mais velhos”, começamos com uma Carlsberg Paaske Bryg 1964 que ficou armazenada na cave da própria cervejaria até ser presenteada ao Cassio no ano passado. Pelas minhas pesquisas, trata-se de uma bock com 7,9% de álcool, edição especial de páscoa, já não mais fabricada. Eu não me equivoquei na hora de escrever a data. Esta lager da Carslberg foi fabricada em 1964, há exatos 45 anos! (Vejam no Flickr as fotos do sedimento que ficou na garrafa e da tampa da cerveja.) Todos à mesa esperavam encontrar uma cerveja completamente estragada, mas mesmo assim estávamos dispostos a degustá-la. Ledo engano. A cerveja ainda estava em condições de consumo, surpreendendo a todos nós por suas qualidades. Mesmo com tanto tempo de garrafa, ainda apresentava carbonatação. Trazia espuma fina, mas persistente, e coloração âmbar com alguma turbidez. No aroma, toffee, nozes e álcool, sensações que se repetiam no paladar, aliadas a caramelo, alcaçuz, adocicado e leve picante.



Seguimos com uma DeuS 2002, cerveja que com sete anos de guarda tornou-se mais licorosa e um pouco menos carbonatada, mas trazendo aroma e paladar semelhantes a uma versão nova.

Origem da degustação da noite, a cerveja seguinte foi a dinamarquesa Egtved Pigens. Das 1000 garrafas produzidas uma única vez, tínhamos duas à mesa, a 453 e a 554. Após muita dificuldade para abri-las, já que não tínhamos uma Tenaz, pudemos degustar esta maravilhosa cerveja, resultado de uma pesquisa arqueológica. Conta o produtor que em uma pesquisa no túmulo de uma mulher, morta em 1357 AC, foi encontrado um vaso com resquícios de líquido. Estudos mostraram que este líquido poderia ser cerveja, a primeira da história da Dinamarca. Baseado neste estudo, o cervejeiro Claus Søgaard recriou a receita, a qual não leva lúpulo. Esta cerveja, pouco carbonatada, traz notas intensas de frutas vermelhas, mel, zimbro (ingredientes que fazem parte de sua formulação) e também doce, acidez mediana e leve picante. É uma bebida especial, diferente de qualquer outra bebida à base de malte provada por mim antes.


Prosseguindo com a bela noite, a belga Cantillon Grand Cru Bruocsella, safra 2001. Esta lambic, que matura por três anos em barris de carvalho, traz notas de pão, maça, mel e madeira. O produtor recomenda que seja guardada por um período antes do consumo (oito anos no nosso caso), e compara sua importância para o mundo cervejeiro com a de Mouton-Rotschild, Petrus e Romanée-Conti para o mundo dos vinhos. Sensacional!


Na seqüência, a chilena Kunstmann Grand Torobayo, sobre a qual já postei minhas impressões aqui. A americana Local n˚1, da Brooklyn Brewery, uma bela belgian strong ale, foi a próxima a chegar na mesa. Apresentando notas maltadas, cítricas, frutadas (pêssego, laranja) condimentadas e álcool, ela agradou a todos participantes.

Continua depois....

09 Abril 2009

1ª Degustação Histórica

Só para dar água na boca!

Participei ontem de uma degustação histórica, no Frangó, SP. O time de degustadores, do qual eu tive a honra de fazer parte, era responsável por levar preciosidades do mundo cervejeiro para o evento. E o empenho de todos resultou em algo único, ímpar no mundo cervejeiro. Em breve postarei uma matéria sobre esta noite, que já entrou para a história da cerveja no Brasil!

Alguém chuta o que estava em nossos copos?

08 Abril 2009

Cervezas Baviera

Consegui poucas informações sobre estas quatro cervejas paraguaias, que chegaram a mim via Santa Mala dos Amigos. Elas são produzidas pela Cerveceria Paraguaya S.A –Cervepar, que hoje pertence a Inbev. Portanto, quem tiver informações sobre elas, use o espaço para comentários compartilhe com os leitores seu conhecimento!

Baviera Lager
5% ABV

Aparência: Amarelo claro, límpida, boa formação e duração de espuma.
Aroma: Malte, cereais.
Paladar: Malte, leve doce, baixo amargor. Corpo leve.

Baviera Dortmund
5,5% ABV

Aparência: Dourado, límpida, boa formação e duração de espuma.
Aroma: Malte, leve lúpulo.
Paladar: Malte, lúpulo tanto em sabor quanto em aroma.


Baviera Helles
6,5% ABV

Aparência: Dourado, límpida, boa formação e duração de espuma.
Aroma: Malte, leve álcool, leve lúpulo.
Paladar: Malte, doce, amargor equilibrado.
Boa cerveja.


Baviera Märzen
5% ABV

Aparência: Marrom, límpida, boa formação e duração de espuma.
Aroma: Malte, tostado, toffee, caramelo, leve lúpulo.
Paladar: Maltado, com notas de caramelo e tostado. Bom amargor.
Boa cerveja.

06 Abril 2009

As Empoeiradas : Cuvée Van de Keizer 2002

Já publiquei por aqui a história e duas degustações com a Cuvée Van de Keizer, anos 2000 e 2004. Esta é uma das mais raras cervejas Vintage do mundo, e hoje encontrá-las à venda no mercado não é nada fácil. Desta vez degustei a safra 2002.

Cuvée Van de Keizer 2002
8% ABV

Aparência: Marrom, turva, espuma com média formação e pouca duração.
Aroma: Frutas secas, melaço, malte, vinificado.
Paladar: Malte, leve doce, condimentado, frutado, alcoólico, leve amargor. Complexo.
Ótima cerveja!

As empoeiradas é uma seção do blog onde degusto cervejas de minha adega, que eu mesmo deixei envelhecer ou já comprei envelhecidas. 

Cervejas - Revista MAXIM



A revista MAXIM de março traz uma bem homorada matéria sobre cervejas, elaborada pela jornalista Lígia Prestes. Para ler a minha contribuição, clique na imagem acima.

03 Abril 2009

Black Sheep Ale

Com apenas 16 anos de vida, a cervejaria inglesa Black Sheep conquistou notoriedade e reconhecimento na cena cervejeira. Nasceram imbuídos da idéia de fazer e criar um estilo novo de cervejas, mas com bases tradicionais. Uma de suas excelentes crias, a Black Sheep Ale, acaba de chegar ao Brasil. Trata-se de uma bitter ale de respeito, que traz notas frutadas e de malte muito bem escoltadas por sua lupulagem, que proporciona um aroma e amargor fantásticos.

Black Sheep Ale
4,4% ABV

Aparência: Âmbar, leve turbidez, boa formação e média duração de espuma.
Aroma: Malte, frutado (frutas vermelhas), caramelo, lúpulo.
Paladar: Malte, toffee, cítrico, frutado, ótima presença de lúpulo, amargo e saboroso. Final seco e duradouro.
Ótima cerveja.

01 Abril 2009

Edu Recomenda no Twitter!


Abri hoje a minha conta no Twitter. Quer acompanhar? http://twitter.com/edurecomenda

Sint Bernardus Prior 8


Foto: Marcio Nel Cimatti

No final do ano passado eu postei um texto sobre a cerveja Sint Bernardus 12, onde também conto a história da cervejaria. Fiquei devendo a degustação dos outros estilos produzidos por lá, e um deles segue agora.

A Sint Bernardus Prior 8 é uma Belgian Dark Strong Ale, que passa pela segunda fermentação na garrafa. Bem equilibrada, não deixa que seus 8% de teor alcoólico se sobressaiam. Perde em complexidade para a 12, mas mesmo assim é uma bela cerveja.

Sint Bernardus Prior 8
8% ABV

Aparência: Marrom, leve turbidez, boa formação e média duração de espuma.
Aroma: Malte, frutas secas, leve picante.
Paladar: Malte intenso, frutado (ameixa seca), leve doce, toffee, melaço, picante.
Boa cerveja.
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