24 Julho 2009

Santa Mala dos Amigos: Antares Doppelbock



Esta Santa Mala dos amigos é internacional. Não pela cerveja, já que a maioria delas é, mas pelo amigo, que a trouxe direto da Argentina, sua terra natal, e me entregou a cerveja durante a Brasil Brau.

A doppelbock da Antares é uma edição limitada, que passa por uma fermentação lenta e a maturação a 2ºC por 30 dias. Isso resulta em uma cerveja limpa e com notas intensas de malte, que balanceiam muito bem seus 7,7% de álcool.

Antares Doppelbock
7,7% ABV

Aparência: Ruby, límpida, boa formação e duração de espuma.
Aroma: Malte, caramelo, toffee, biscoito.
Paladar: Malte, doce, caramelo, melaço, amargor equilibrado.
Boa cerveja.

17 Julho 2009

Artesãos da Cerveja: Diabólica



Fabricada em Curitiba, ainda de forma caseira, a Diabólica segue a receita de India Pale Ale. Leva sete tipos de malte, sendo que um deles é defumado, conferindo a cerveja leve nota de fumaça. Sua lupulagem é percebida, mas não é destacada no amargor, tendo o aroma intensificado pelo processo de dry-hopping. Os 6,66% de álcool declarados no rótulo fazem alusão ao número da besta, 666, porém, acredito ser difícil atingir exatamente a marca desejada.

Diabólica

6,6% ABV

Aparência: Vermelho escuro, leve turbidez, boa formação e média duração de espuma.
Aroma: Lúpulo, caramelo, leve defumado.
Paladar: Malte, caramelo, leve defumado, amargor de lúpulo.

15 Julho 2009

Coluna Mundo de Espuma - Revista Prazeres da Mesa



A edição da revista Prazeres da Mesa deste mês estréia a coluna mensal Mundo de Espuma, onde Eu e André Clemente falaremos, é claro, sobre Cervejas! A partir de agora, todos os meses a revista terá espaço exclusivo dedicado as cervejas, com degustações, harmonizações e dicas.

Nesta primeira coluna convidamos o Chef Greigor Caisley, do Drake`s Bar, para criar uma receita de harmonização para cervejas Bock, estilo escolhido como destaque deste mês. Também comentamos os últimos lançamentos e damos a dica do livro do Randy Mosher.

Fiquei muito orgulhoso com o convite para participar da Prazeres, revista a qual eu admiro deste o seu primeiro número. Mais contente ainda em escrever junto com André Clemente, uma das primeiras pessoas a abordar cervejas especiais na mídia, além de um grande amigo.

Vida longa a coluna Mundo de Espuma!
Para ler a carta do Editor, Ricardo Castilho, clique na imagem abaixo.





2º Encontro de Blogs Cervejeiros

Eu, Feijão, Bob e Amorim

No almoço antes do segundo dia de Brasil Brau resolvemos reeditar o Encontro de Blogs Cervejeiros. Na verdade, somente uma edição havia acontecido, e isso no inicio de 2007. Há tempos estávamos querendo outro evento desses.

O local escolhido foi a minha casa, e lá se juntaram, além de mim, Bob, Paulo Feijão e Ricardo Amorim. Na lista de degustações, Black Sheep, Colorado Double Indica e Monasterium. Durante o almoço, um risoto de funghi com filé mignon suíno na cerveja, harmonizando com Chimay Grande Reserve 2003. Agora vamos nos organizar para que o terceiro não demore tanto!

13 Julho 2009

Wäls X-Light

Em breve chegará ao mercado mais um lançamento da micro cervejaria mineira Wäls. Trata-se da X-Light, lager clara desenhada para ser leve e com alto drinkability.

O intuito da cervejaria é levar boas cervejas a todos os nichos de consumo, até para os que buscam algo suave. Puro malte, a cerveja traz também notas leves de lúpulo. Degustei a X-Light um dia antes da Brasil Brau e pude constatar que o objetivo da Wäls foi atingido. A receita final ainda terá pequenos ajustes.

Wäls X-Light
4% ABV

Aparência: Dourado claro, límpida, boa formação e duração de espuma.
Aroma: Malte, cereais, leve lúpulo.
Paladar: Malte, leve adocicado, boa carbonatação, leve amargor.
Boa cerveja. Surpreende quem espera algo suave.

08 Julho 2009

Charles Papazian no Brasil


Extra Extra!!!

Acabo de receber a noticia de que em dezembro outro ícone da cerveja mundial virá ao Brasil. Trata-se de Charles Papazian, fundador da Associação de Cervejeiros Americanos, que hoje se fundiu com a Brewers Association. Papazian é autor de diversos livros sobre cerveja, especialmente em temas de home brewing.

Marcelo Carneiro da Rocha, que em junho trouxe Randy Mosher ao Brasil, é quem irá organizar a agenda de Papazian, que estará no país no mês de dezembro.

07 Julho 2009

Baden Baden Celebration Inverno 2009

Foto: Marcio Nel Cimatti


Chegando este ano em sua sexta edição, a Baden Baden Celebration Inverno mantém a sua tradicional receita doppelbock. A cerveja matura por dois meses antes de chegar ao mercado, e apresenta sabores e aromas potentes. Seu teor alcoólico também repete esta força, com 8,2%.

Baden Baden Celebration Inverno 2009

8,2% ABV

Aparência: Marrom, boa formação e duração de espuma.
Aroma: Malte, caramelo, toffee, frutas secas.
Paladar: Doce, torrado, toffee, leve amargor.
Boa cerveja.

04 Julho 2009

Aula-Degustação Cervejas Bamberg e Colorado

Na quarta-feira, dia 1, ministrei uma aula-degustação de cervejas artesanais brasileiras no espaço Brastemp Gourmet, dentro do Casa Cor. Na aula, tivemos as cervejas Bamberg Weiss e Rauchbier e Colorado Indica e Demoiselle. Não divulguei aqui antes, pois desde o lançamento, há pouco mais de um mês, o evento já tinha todas as vagas ocupadas. Boa noticia para as cervejas especiais!!!

02 Julho 2009

Bamberg Bock 2009

Neste momento está acontecendo o lançamento da Bamberg Bock, cerveja sazonal da cervejaria de Votorantin. Na última segunda-feira, estive na fábrica junto com o especialista em cervejas Randy Mosher, e lá pudemos provar em primeira mão a novidade.

Comparada com a versão do ano passado, achei a versão atual com maior corpo, malte bastante presente tanto em aroma quando em sabor e uma cerveja mais equilibrada. Por se tratar da versão ainda não filtrada nem pasteurizada, ela ainda apresentava turbidez. Em breve ela estará no mercado!




Eu, Randy Mosher e Alexandre Bazzo


Joinville Porter

Vencedores do II Concurso Mestre Cervejeiro Eisenbahn, Ivan Steinbach e Diogo Zuge, ganharam como prêmio a produção de 3000 litros de sua receita vencedora, uma Porter batizada de Joinville Porter. A cerveja foi engarrafada nas mesmas garrafas de Lust 375 ml, com tampa de rolha.

Na noite de terça, em uma degustação conjunta com os blogs B.O.B. e Obiercevando, provei a cerveja pela primeira vez.

Joinville Porter
5,4% ABV

Aparência: Negra, com média formação e boa duração de espuma.
Aroma: Caramelo intenso, leves notas torradas.
Paladar: Caramelo, tostado, cremosa, doce misturado com leve torrado ao final.

01 Julho 2009

Cervejas Milenares - Revista Istoé Dinheiro

A revista Istoé Dinheiro desta semana traz uma reportagem, da jornalista Priscilla Portugal, falando sobre cervejas baseadas em receitas milenares. Fui um dos colaboradores da matéria, que segue em reprodução completa abaixo.



Cervejas milenares
Com a ajuda de arqueólogos, a pequena cervejaria americana Dogfish Head consegue chamar a atenção para seus produtos ao recriar o sabor de bebidas fabricadas há milhares de anos
Priscilla Portugal


1- CHAT EAU JIAHU: recriação de bebida encontrada há nove mil anos no norte da China. Sai por US$ 12 e leva ingredientes como uvas, flocos de arroz, mel e crisântemos

2- MIDAS TOUCH: uma bebida fermentada encontrada na Turquia há 2,7 mil anos deu origem a essa cerveja, hoje vendida por US$ 4

3- SAH'TEA: reprodução de uma bebida do século IX, feita com levedura alemã Weizen, especiarias e frutos finlandeses. À venda por US$ 20

4- THEOBROMA: à base de cacau, ela foi criada a partir de uma análise química de fragmentos impregnados em potes de argila com 3,2 mil anos e custa US$ 12

Um grupo de pesquisadores americanos e chineses buscava artefatos milenares no sítio arqueológico na vila de Jiahu, no norte da China, quando se deparou com uma relíquia de valor inestimável. O ano era 2005 e liderados pelo arqueólogo molecular Patrick McGovern, da Universidade da Pensilvânia, os pesquisadores encontraram potes de argila com resquícios de um líquido, que mais tarde seria identificado como uma das primeiras cervejas já produzidas pela humanidade, há nove mil anos. "O líquido estava dentro de potes fechados. Quando suas tampas foram removidas pela primeira vez, sentimos a fragrância de uma bebida fermentada", disse McGovern à época. Curioso para sentir o gosto da cerveja apreciada no período neolítico, ele não teve dúvida: procurou a cervejaria artesanal americana Dogfish Head para recriar a bebida. Depois de testes e mais testes em laboratório, eles lançaram a Chateau Jiahu. "Produzimos apenas 3,3 mil caixas da Chateau Jiahu por ano, o que reforça seu caráter especial", disse à DINHEIRO Sam Calagione, proprietário e presidente da Dogfish Head.

Mapear os sabores e resgatar as fórmulas criadas há milhares de anos tornou-se quase uma especialidade da pequena cervejaria cravada em Milton, no Estado americano de Delaware. Além da Chateau Jiahu, que leva ingredientes como uvas, flocos de arroz fermentados, mel de flores selvagens, malte de cevada e crisântemos, a Dogfish Head já reconstruiu outras três bebidas com milhares de anos. Uma delas, a Theobroma, à base Portugal de cacau, foi criada a partir de uma análise química de fragmentos impregnados em potes de argila com 3,2 mil anos, encontrados no Vale Ulua, em Honduras. Outra foi a Sah'tea - atualização de uma bebida do século IX, da Finlândia, com levedura alemã Weizen, especiarias e frutos. Por último, há também a Midas Touch Golden Elixir, também fruto de uma parceria com o arqueólogo McGovern. A Midas reproduz o sabor de uma bebida fermentada encontrada, na Turquia, em uma tumba real que data de 2,7 mil anos atrás.

Apesar de produzir bebidas que recriam sabores milenares, a Dogfish Head é bem jovem. Fundada em 1995, ela faz uso desses produtos exóticos como ferramenta de marketing. "Como seria difícil para uma empresa pequena competir com grandes do mercado como a Budweiser e a Miller, ela apostou em um tipo específico de consumidor, o do connaisseur, que tem um conhecimento mais amplo e um paladar mais requintado", diz Ivan Pinto, professor de comunicação como fator estratégico na pós-graduação da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM). "Ela atrai a mídia pelo fato de reproduzir bebidas antigas." Ou seja, aguça a curiosidade dos consumidores. Por ser a mais antiga entre as opções da cervejaria, a Chateau Jiahu é a que mais chama a atenção. "Ela é adocicada, pois apresenta índice de dez ibu (sigla de international bitter units - medida usada para definir o amargor das cervejas), semelhante ao de uma cerveja nacional, como a Brahma, enquanto a Heineken, para se ter ideia, tem por volta de 17 ibu", explica Eduardo Passarelli, mestre cervejeiro do restaurante Melograno. "Por ser mais suave e feita com uva, a Chateau Jiahu tem gosto próximo ao de um vinho branco e harmonizaria bem com frutos do mar e pratos com molhos leves." Curioso para provar? Por enquanto, ela só é vendida nos Estados Unidos e a garrafa de 750 ml custa cerca de US$ 12.
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