O Australian Beer Awards 2010 teve 1170 inscrições, de 243 cervejarias vindas de 34 países. Participando pela primeira vez da competição, a cervejaria paulista Bamberg faturou 3 medalhas, com suas cervejas Munich, Schwarzbier e Rauchbier, sendo as duas primeiras bronze e a terceira prata. São as únicas medalhas brasileiras neste ano. Pela lista de inscritos, constam ainda, do Brasil, a cervejaria Colorado e a Inab, fabricante da Colônia.
Os prêmios vêm, de vez, atestar a qualidade dos produtos da Bamberg, microcervejaria que ganha destaque a cada dia no mercado brasileiro, não só pela excelência de seus produtos, mas também pelo grande envolvimento com o movimento cervejeiro que busca com que o brasileiro beba melhor.
O mercado de cervejas especiais brasileiro não para de crescer. E incrementando a variedade de produtos e nações disponíveis por aqui, acabam de chegar cervejas vindas da lituânia!
Os rótulos são das cervejarias Svyturys e Utenos, ambas do grupo Carlsberg. Degustei algumas das novidades, e abaixo comento um pouco sobre elas.
Utenos Porter
6,8% ABV
Aparência: Cobre, límpida, media formação e pouca duração de espuma.
Aroma: Caramelo, frutado,café.
Paladar: Caramelo, toffee, notas de torrefação, leve amargor final.
Mais clara e com menos maltes do que uma Porter tradicional, e Utenos é fácil de beber, mesmo com seus 6,8% de álcool.
Svyturys Maksimum
7,5% ABV
Aparência: Dourada, límpida, media formação e pouca duração de espuma.
Responsável pela produção dos ícones cervejeiros Kwak, Tripel Karmeliet e DeuS, a cervejaria belga Bosteels continua familiar, mesmo após mais de 200 anos de funcionamento e sete gerações no comando.
Em setembro de 2009, durante minha Trappist Tour, estive no vilarejo de Buggenhout, com a finalidade de conhecer a produção de três das cervejas que mais aprecio. Chegando ao local no horário agendado, vem a primeira surpresa: uma bandeira do Brasil, hasteada na fachada da casa principal, me aguardava para a visita. Quanta honra!
Na garagem localizada na entrada pode se conhecer quatro carruagens históricas, todas elas equipadas com o “porta-copo” da Kwak. Edificações centenárias abrigam a bela cervejaria, que nos últimos anos vem modernizando sua linha de produção. A sala de brassagem ainda mantém as cozinhas de cobre, porém hoje revestidas internamente com inox e totalmente computadorizadas. Em outro prédio está a sala de fermentação, moderna e com grandes tanques para abrigar suas cervejas. Existe ainda uma sala climatizada para a refermentação na garrafa, onde a temperatura é mantida sempre a 24°C.
Ao final da visita, tivemos a oportunidade de degustar as cervejas da Bosteels em seu bar, um ambiente rústico com tijolos à vista e madeira, bastante aconchegante. Foi difícil me tirar de lá!