Uma expertise cervejeira de 1000 anos. Este é o slogan da Infinium, cerveja lançada recentemente numa parceria da americana Samuel Adams (29 anos de atividade) e da alemã Weihenstephan (971 anos).
A cerveja vem embalada em garrafas de champagne, com tampa de rolha. O rótulo é silkado, e o visual da cerveja é muito bonito. Não se trata de uma cerveja produzida pelo método de champenoise, mas sim, segundo os cervejeiros, uma cerveja que lembra o espumante, graças a sua refermentação na garrafa com levedura belga. Alem disso, passa por dry-hopping usando lúpulos bávaros.
A Infinium usa apenas 4 ingredientes (água, malte de cevada, lúpulo e fermento), seguindo a Lei de Pureza da Baviera, de 1516. E este pode ser seu ponto fraco. O açúcar residual a deixa com um corpo viscoso e algo que lembra frutas passas, mas a deixando levemente enjoativa. Talvez se açúcar tivesse sido usado para atingir seus 10,3% de teor alcoólico a cerveja seria mais seca, lembrando mais um espumante e com maior drinkability.
Não se trata de uma cerveja ruim, pelo contrário. Seu aroma é frutado (uvas passas, pêssego, abacaxi) e com notas que lembram vinho branco. No paladar, mais frutas, mel, caramelo e um agradável cítrico, provavelmente vindo do lúpulo. O final é adocicado.
A Samuel Adams afirma que usou um método inovador, com patente já requerida, para produzir uma cerveja diferente de qualquer outra já produzida pela Lei de Pureza. Pelo que entendi, parte do mosto é adicionado novamente à tina de mostura e também ao tanque de fermentação, potencializando a composição de açúcares permitindo que ela atinja um maior teor de álcool. De qualquer forma, gostaria do comentário dos cervejeiros de produção, que certamente explicarão isso melhor do que eu!
No final das contas, é uma boa cerveja apesar de diferente do que eu imaginava.













